quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Passagem, Noturno e Aflição


Noturno

Um teto sem estrelas, perdido nos faróis, nas luzes das janelas e em tantos outros sóis... Um tempo sem estrelas e tantos holofotes, que tentam surpreende-las com luzes e tão fortes são olhos tão famintos que espreitam as cidades, em cada labirinto com toda a liberdade. E os homens no negrume se perdem em seus mundos, num vago e frio perfume de um gozo moribundo. N'um mundo moribundo...

Passagem

Eu não mais enxergo aquele meu rosto... Todo o meu falar calou e foi perdido lá nos vendavais de velhos desgostos, folhas de um futuro estranho e vencido.

Traços de um amor ao ontem retido todo num sonhar, ferrugem é o seu gosto... Traços de um homem viajante estranho e esquecido, homem que voltou n'um fim decomposto.

Já não mais enxergo aquilo que escrevo, esta má melodia de tempos amigos, este manuscrito de vis tatuagens.

Nem sei se me lembro além do que não devo: linhas que carrego in-derme e comigo numa confusão de mil maquiagens!

Aflição

Os girassóis se desmancharam nos carroceis das estações e as estações já se apagaram lá nos broquéis das gerações que desmembraram e se afogaram nas mais cruéis das aflições.

Nas mais cruéis das aflições!




Bom, um estudo que estou fazendo, estou tentando aprimorar, báh...
Uma outra concepção de verso livre hehehehe

Nenhum comentário:

Postar um comentário