terça-feira, 10 de maio de 2011

Desespero


Os pratos caindo da prateleira,
restratos rasgados e rabiscados,
os livros mofando na derradeira
espera dos anos, são massacrados.

Os filhos brigando por uns trocados,
bebês tão famintos na gritadeira
nos quartos tão sujos e bagunçados
que formam muralhas com a sujeira...

A casa queimando e as janelas tossindo
as cinzas dos sonhos, suas utopias
a fé tão sagrada de um sonho vão.

Papai foi pra feira e acabou partindo...
Mamãe se perdeu na sua fantasia,
foi enfim passear na televisão!

Um comentário:

  1. Vejo, talvez, um retrato da sociedade.
    ótimo soneto. abraços

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