quinta-feira, 10 de março de 2011

Tal numa tarde sem vento com jeito igual fim de tarde.


Tal numa tarde sem vento
com jeito igual fim de tarde.

Nesse mundo azul, sem tino
eu vi perde-me nos carros
tal fumaça de um cigarro
lá nos tempos de menino
sendo um mero inquilino
nas histórias de descarte
dessas vidas sem ter parte,
que se vão na mão do tempo
tal numa tarde sem vento
com jeito igual fim de tarde.


As memórias se perdendo
no consolo da bebida,
vai passando enfim a vida
tal numa tarde sem vento
vou vendo o mundo morrendo
num ar silente que arde
um mudo grito de alarde
nos olhos, meros mortais,
naufrágios em meus quintais
com jeito igual fim de tarde.


Quando começar as aulas, volto a aparecer...

3 comentários:

  1. Musical e bem elaborado, bem um poema teu! Abraços!

    ResponderExcluir
  2. Simplesmente Divino!

    As memórias se perdendo
    no consolo da bebida,
    Amei esse trecho em especial!

    ResponderExcluir