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(outro poema reescrito)
Ancestro
Ela é tão distante
nada
e nada lhe tem sentido,
no vazio é só sua vontade
e só sua vontade
sobre o Breu fértil
que a gerou.
Em sua imagem e efigie
os seus olhos,
(um sinal de seus olhos)
o elo com o Feto
e a placenta.
Que se consomem.
Ela se chamou Origem uma vez
tão distante,
que o sentido é outro
outras as suas leis.
E sua fome,
sua libido,
sua sede,
seu desejo..
Ecoam como um lamento.
Por entre nosso mundo,
em outa frequência.
Um choro num cárcere,
nada
e nada lhe tem sentido.
quinta-feira, 18 de agosto de 2016
Poema
Reescrevendo poemas antigos.
Poema
Essas coisas, essas coisas
todas quase tolas
são tênues entre,
entre tudo
tantas baboseiras
como, tal agulhas
fincadas
em cada nervo
e em cada junta...
No centro, no picadeiro.
Olhares escurecidos,
estavam todos comidos
no asco mais verdadeiro.
E o medo mais sublime
horror mais insondável,
as cracas me rasgando
na borda da piscina.
A pele desprendendo,
me deixa nú, na carne
exposta em sala de aula
com todos os meus brinquedos...
No centro do círculo,
essas coisas, tantas coisas
exposto o ridículo,
eram coisas, eram coisas bobas...
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