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domingo, 1 de abril de 2018

O horror



Não sei d’onde vem ou se vem o horror, 
se não vem da dor não sei d’onde vem.
Quando tudo esvai-se, se esvai e me perco 
no que me diz quem sou e se sou eu alguém,
vai morrer  aquilo em que me firmei?
Vem de um vazio o horror, desse vazio e além.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Canção de Ninar 1ª.




Canção de Ninar 1ª.

Mas, é não querer dormir,
tendo outro  novo dia,
medo dessas fiandeiras
que tecendo por porfia
vertem lenços de rotinas,
feito inveja e covardia.

Mas, mas é querer dormir,
sem  perder-se na tormenta
como o velho marinheiro
que no mar não se atormenta
pois sua casa virou mar...
Outra casa não lhe esquenta...

Mas, é só querer dormir
tendo o mundo lá girando
doutro lado da procela
todo mundo se afogando...
Ondas batem na janela,
nos lençóis vou-me afundando...


quarta-feira, 20 de junho de 2012

Sextilhas




Sextilhas

É a luz do cais como um lar, 
é a volta ao Lar que se fora
(antiga casa demolida)
é a dor, a dor tentadora
miragem sim que não volta
da vida em si encantadora...

São tantos sóis afogados
que o tempo trás para a praia,
retornam como fantasmas
nas sombras, brilham nas raias
(do que não fora e o que fora)
são vidas que a morte ensaia.


O mar que lá d'outro lado,
soa como caos, cá ressoa
é a luz do cais como um lar,
um lar que dói... e que me doa
memória e só, d'outras vidas
que tinge o mar... me povoa...