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terça-feira, 7 de julho de 2009

Soneto – Paródia



“Oh! não proíbam pois ao meu retiro
Do pensamento ao merencório luto
A fumaça gentil por que suspiro.

Numa fumaça o canto d'alma escuto...
Um aroma balsâmico respiro,
Oh! deixai-me fumar o meu charuto!”
Álvares de Azevedo - Soneto

Soneto – Paródia

Um mancebo na erva se demora,
outro bêbedo passa noite e dia,
um tolo pr’o partido viveria,
um toca guitarra, e esse namora.

Um outro que uma gente má ignora
faz da “NET”, no fim, sua família,
outro toma solvente e se vicia...
Quantos moços perdidos vejo agora!

Oh! Não proíbam pois, no meu estudo
esses versos de ultrapassado ofício:
Velharias literárias que me meto.

N’uma balada um canto d’alma escuto,
de Azevedo invejo seu artifício!
Oh, deixai-me acabar o meu soneto.