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sexta-feira, 4 de abril de 2014

25 anos.




25 anos daqui a pouco e ainda continuo perdendo moedas no forro do meu casaco. Um dia vou descobrir como elas vão parar lá. Tenho este casaco verde dês de algum lugar entre os 17 anos. E quando este se tornou inutilizável resolvi guardá-lo como relíquia. Quem sabe, trazê-lo de volta a vida este inverno, brincar um pouco com meu antigo eu.
Abro o armário, tiro ele e dou uma olhada, pude notar além além de uns ovinhos de barata aquela marca de batom que nunca saiu. Me lembro do perfume, Humor e do humor instável da dona, toda aquela instabilidade que me envolvia como um barco na borrasca e depois uma calmaria entre mordidas e beijos de cera quente. Foram 3 anos tempestuosos, deliciosos ou não, onde aprendi a manter minha calma, como uma âncora teimosa.
Mas voltando ao caso do casaco, vasculhando em seus bolsos acho pequenos desenhos com caneta nanquim, pequenos retalhos de mundo que um dia já projetei, fazendo parte de uma estética que me agraciava uma certa aceitação, entrando como alienígena numa nostalgia esquizofrênica sobre os anos 80, numa projeção, como de quem viveu embrenhado nas reminiscências artísticas que educaram as crianças nas décadas seguintes, antes porém, de Tim Burton virar moda. São papeizinhos com olhares em desalento. Poeminhas um tanto problemáticos de quem a murros em ponta de faca procurava aceitar este mundo, amadurecer.
Versos, sonetos e prosas que hoje olho com certo distanciamento, aquele imaturo pouco conseguia imaginar o que lhe esperava, mas eu e ele ainda temos certos tormentos em comum. Músicas e velhos temas que sempre lhe tocam, num fascínio pela vida sendo contido no frio na barriga.
Versos estranhos e parecidos, um desejo e um sentir-se deslocado, uma falta de tino e um ser sem noção impactado pelo deslumbramento da delicia de viver, sentindo ela esvair-se entre os dedos que se desgastam e enferrujam. Ah, o poema, o som e o sabor e o cheiro mas sobretudo a cor das palavras, os tons azuis como o céu que os olhos procuram como último símbolo vivo de liberdade! Azul de mar ou de céu, é sempre aquele em que se pode partir.
Partir e o desejo de ter um porto, criar raízes e voar, pairar entre os mundos que me geraram, na dualidade de uma nostalgia ao passado inatingível e o apego ao presente. Escutar Clube da Esquina, The Cure e Dead can Dance.
Não tem nada mais amargo que sentir o mundo se transformar e nada mais doce que sentir esta mudança. Sentir-se vivo, a roda da fortuna gira, brincamos com o destino e eu faço aniversário este domingo.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Uma idéia...




Toda palavra tem poder. Toda discurso em certo aspecto afirma e molda uma realidade. O humorista, o jornalista, o bardo, o romancista são, deste modo, os mais poderosos demiurgos.
Se fala isso dês do que conhecemos por ser humano. Este ato, de comunicar-se está imbricado em nossa realidade de modo que se versa enquanto cria. Em suma, estamos o tempo todo afirmando e negando realidades e afirmando nossas concepções.
Se a realidade é formulada pelo modo que significamos e coordenamos ela frente à outras concepções de realidade. Pode-se afirmar, que um tarologo copetente junto com o consulente, não são oraculares mas sim um "mecanismo manejador de universos".

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Apoio, repassando a mensagem.

Bem, estou repassando, e vejo isso como obrigação.
O pai de uma amiga minha, pelo que eu soube, morreu em serviço.
Esse tipo de cidadão é de fato um herói.
Assim também como os policiais que efetuam com qualidade o serviço, mais por um senso de dever principalmente.
Bom, essa é minha forma de apoio.

Olá, leia e repasse, faz favor. Quando repassar, informe que é de um amigo seu, assim os outros irão ler.

Meu nome é Luciano Luis de Souza, sou casado e pai de uma linda menina de 5 anos, era Policial Militar de Santa Catarina com 21 anos de serviço, com uma ficha de comportamente avaliada no conceito Excepcional (na PMSC temos: ruim, mal, bom, ótimo e excepcional); possuía também mais de 10 elogios de bons serviços prestados a sociedade catarinense; 02 medalhas de Honra ao Mérito; curso de Polícia Comunitária e etc... em 2006 até 2008 Comandei um Setor de Polícia Comunitária no bairro Barreiros/Sede - São José (25 mil habitantes), ao meu Comando 47 policiais militares, 04 viaturas e 02 motocicletas, efetivamos o 1ª CONSEG de São José, em fim, sempre HONREI O SERVIÇO POLICIAL MILITAR.

Fim de 2008, mês de Dez, ocorreu um movimento reivindicatório promovido pelas esposas dos militares (Praças), exigindo do Governador Luis Henrique da Silveira, o cumprimento da Lei 254, a qual o próprio assinou, isto mesmo, ele fez a Lei e não a cumpriu; Nesta reivindicação as esposas dos Praças solicitavam: melhorias de condições de trabalho - equipamentos adequados; execução efetiva do plano de carreira, com aberturas de cursos internos; como também, o cumprimento da escala vertical de vencimentos - isto é: se o Coronel ganhasse um percentual de aumento salarial, o Praça também ganharia - Isto está escrito na Lei 254.

Finalizando, o Governador Luiz Henrique da Silveira não cumpriu a Lei que ele mesmo fez, e por conseguinte, DETERMINOU a punição severa aos policiais militares que participaram do movimento reivindicatório (Movimento que solicitava o cumprimento de uma Lei que ele próprio havia feito e assinado); Início de 2009 até os dias atuais, mais de 1000 policiais militares foram punidos com cadeias e detenções, como também, 22 policiais militares FORAM EXCLUÍDOS DA POLÍCIA MILITAR, todos no excepcional comportamento e com mais de 10 anos de serviço.

O Policial Militar não possui FUNDO de GARANTIA ou qualquer outro tipo de garantia quando sai da PMSC, Não temos seguro desemprego, aposentadoria proporcional e etc, nenhum direito garantido, simplismente sai sem receber nada! pois quando entramos é nos dito que após 10 anos possuímos estabilidade, porém, não foi isso que ocorreu! A condenação foi somente na esfera administrativa, e não recebemos o direito constitucional de aguardar o julgamento até que seja condenado ou não - Presunção de Inocência - a maioria dos bandidos de todos os tipos tem seus direitos garantidos. Nós, homens de bem e pais de família, não recebemos, isto porquê o senhor LUIZ Henrique determinou que fosse assim! INCRÍVEL, contando assim muitos não acretidam, mas é a pura verdade.

Falei isto tudo com um único objetivo, Eu também fui excluído, minha condenação administrativa foi: " ... INDÍCIOS DE PARTICIPAR DE MOVIMENTO REIVINDICATÓRIO..." pasmem, é isso mesmo! INDÍCIOS, em qualquer lugar do mundo, menos é claro, em SC, indícios não é prova! mas mesmo assim fui excluído. Estou recorrendo judicialmente no Tribunal de Justiça de SC, e tenho fé que isso tudo irá ser resolvido, Eu retornarei para a PMSC. Mas, não reparará todo este sofrimento e humilhação que Eu e minha família passamos.
E é por isso que Eu iniciei esta mensagem, para mostrar à todos, o tamanho do mal que o Governador Luiz Henrique da Silveira causou a mim, minha família e a dos outros 21 excluídos, como também as centenas de Praças que foram punidos arbitrariamente. o Ex Governador quer ser agora Senador! se ele não cumpriu a própria Lei, o que ele quer fazer lá no Senado?! ELE NÃO É MERECEDOR DE NOSSOS VOTOS!

Se você se sencibilizou, favor enviar a seus outros contatos, assim todos poderão saber quem é verdadeiramente este monstro Luiz Henrique!

Muito Obrigado
Luciano Luis de Souza
(48) 9116-6747
à disposição pra qualquer dúvida

terça-feira, 21 de julho de 2009

Outra Sátira

"Saiba morrer quem viver não soube"

Meu ser evaporei na lida insana
do tropel de paixões que me arrastava.
Ah! Cego eu cria, ah! mísero eu sonhava
em mim quase imortal a essência humana.

De que inúmeros sóis a mente ufana
existência falaz me não dourava!
Mas eis sucumbe Natureza escrava
ao mal, que a vida em sua origem dana.

Prazeres, sócios meus e meus tiranos!
Esta alma, que sedenta e si não coube,
no abismo vos sumiu dos desenganos.

Deus, ó Deus!... Quando a morte à luz me roube
ganhe um momento o que perderam anos
saiba morrer o que viver não soube.
(Bocage)

E aqui a sátira:

“Saiba colar quem estudar não soube”

Ao ver desesperei, a leva insana,
de notas a entregar, que me arrastava.
Há! Cego eu cria, há! Mísero sonhava,
que a média no final, seria-me humana.

Em infantes idéias meu ego ufana,
existência falaz me não dourava.
Porém percebo a natoreza escrava
do estudo! E minh'alma então se dana.

Coordenadores, meus fatais tiranos...
Mas no ócio, os estudos não me coube,
seguro apodreci, nos desenganos.

Antes que o reprovar, a luz me roube,
ganhe momentos os que perderam anos,
saiba colar quem estudar não soube!
(Marcel Angelo)

Fiz se não me engano.. em 2006...
esse é mais antigo que o outro... em breve mais coisas novas \o/