quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Cidade
Cidade
Tudo de noite brilha e é lindo
todos os carros com os seus carmas,
as propagandas, telas de plasmas
vidas pintadas se consumindo.
Esta cidade tem seus fantasmas
turvos momentos fracos luzindo
pelas sinapses ressurgindo
reminiscências neste miasma.
ônibus passa neste momento,
nos endereços destas passagens
crescem lembranças, gritam saudades.
Estes fantasmas fogem no tempo,
são luminárias nesta paisagem
de solidão, que tinge a cidade.
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Revolução
Revolução
Soa como caos, liberdade
que gera o sumo essencial
de águas turvas do abissal
mistério desta realidade.
E pouco importa o bem e o mal,
pois tudo esmera com vontade
(soa como caos) liberdade.
Que gera o sumo essencial.
O tudo muda e o tudo arde
num grito belo e gutural,
só resta em si fertilidade
de um ventre rubro e imparcial,
soa como caos, liberdade.
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