sábado, 15 de maio de 2010

Soneto


Eu Desejo voltar n'um recomeço,
cavalgar sob estrêlas nas campinas,
e dormir sob o céu que não conheço,
pois nos prédios as luzes são assassinas.

Horizontes sem tetos me fascina!
Angustiado sem fôlego padeço,
de um momento liberto dessa sina,
no concreto que armado foi meu berço.

Numa caixa cresci albino e cego,
feito os seres d'olcutas galerias,
feito um príncipe débil no castelo.

Enlouqueço nas jaulas e não nego,
sou perdido nos sonhos, fantasias,
que em meu crânio tão frágil eu martelo!

Poema antigo, feito em 2006

Extravio

Extravio

Levaram as suas lembranças
nas chamas dessas fogueiras
que brilham tão feiticeiras
pr’os olhos de suas crianças.

Seus nomes são verdadeiras
estórias, boba esperança,
levaram as suas lembranças
nas chamas dessas fogueiras.

Lembranças queimam na dança,
e em cada vil brincadeira,
e em cada trauma, vingança
das noites tão, tão faceiras,
que levam as suas lembranças.
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Outro rondel um tanto confuso...
Não ando numa boa fase...
Esse tema ta virando uma idéia fixa.